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Primavera 2007 (ed. 287)
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Este dossier apresenta várias opiniões, testemunhos e documentos sobre experiências sociais de governo com partidos de esquerda. O Combate abre assim uma discussão acerca de estratégia – se, para a esquerda, a questão do poder é a decisiva, qual deve ser a política destes governos e de quem os integra? Como deve ser medido o sucesso ou o fracasso dessa política? Como se podem transformar as oportunidades em realidades? As respostas que aqui se apresentam são reflexões e indícios, são argumentos e razões e são discutíveis como todas. Contudo, baseiam‑se na experiência concreta destes governos e, a partir dessa experiência, olham para os debates que à esquerda se desenvolvem sobre o assunto.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Daniel Bensaïd é um dirigente destacado da Liga Comunista Revolucionária (LCR) em França. Este artigo aborda as questões suscitadas pela discussão sobre estratégia revolucionária, que podem ser encontradas no número de Março de 2006 da Critique Communiste, revista teórica da LCR, e continuadas num seminário em Paris ocorrido no passado mês de Junho. Participaram ainda, o Editor da Critique Communiste Antoine Artous, militantes da LCR como Cedric Durand e Francis Sitel, e Alex Callinicos do SWP (Socialist Workers Party) Britânico. Os assuntos em debate vão desde a natureza da revolução socialista até à atitude tomada em relação às forças anti‑neoliberais não‑revolucionárias em França [1].
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Primavera 2007 (ed. 287)
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*O texto que aqui apresentamos é um excerto de um longo documento da corrente Esquerda Crítica, do PRC. Os seus autores são o deputado Salvatore Cannavò e o senador Franco Turigliatto, ambos membros da secção italiana da IV Internacional. Este contributo, redigido antes da expulsão de Turigliatto do PRC por decisão da direcção partidária, destina-se ao debate da conferência de organização do PRC.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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A trajectória do PT até ao segundo mandato do Governo Lula, a vitória da linha "governista" e o afastamento da oposição interna são temas abordados neste texto da revista Combate.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Incluir Daniel Ortega no leque dos políticos de esquerda a chegar ao poder na América Latina no século XXI é um pouco arriscado. Desde que saíu do governo em 1990, derrotado por Violeta Chamorro, a trajectória política de Ortega à frente da Frente Sandinista (FSLN) traduz‑se na capitulação absoluta em nome de um único objectivo: voltar a alcançar o poder.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Após dez anos de guerra civil, com um saldo de 13.000 mortos, o Nepal vive agora uma viragem política. Os beligerantes de ontem dão‑se as mãos e passam a governar juntos. Resta saber até quando.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Há algum tempo que da América Latina vão chegando notícias que nos deixam a ideia de que algo nos escapa. Não é por escassearem que pensamos não ter informação suficiente para conseguir fixar o pensamento. Não é só por serem em demasia e chegarem em caudais turbulentos que sentimos saber ainda tão pouco. Os quadros teóricos diversos e grelhas ideológicas atravessam os factos, fazem malabarismos interessantes com eles, e apesar de tudo o mesmo sentimento permanece.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Segundo Löwy, a esquerda precisa encontrar o ponto de convergência entre as mobilizações camponesas, indígenas e o movimento urbano explosivo para atacar o capitalismo. “Socialistas e marxistas precisam pegar a bandeira do socialismo do século XXI e levar para o debate da esquerda e dos movimentos sociais”, afirmou Michael Löwy nesta entrevista à revista sem‑terra de fevereiro deste ano.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Juntamente com a televisão e a internet, o cinema, sobretudo os blockbusters de Hollywood, são os mais poderosos media do mundo; o seu alcance é verdadeiramente global, apesar de algumas restrições políticas e técnicas em acedê‑los em algumas parcelas do globo.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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A jornalista italiana Giuliana Sgrena participou no I Fórum de Jornalistas do Mediterrâneo, a 22 e 23 de Fevereiro. Nos próximos meses vão ocorrer desenvolvimentos nos processos relativos ao sequestro e à sua trágica libertação. O jornal Diagonal conversou com a jornalista sobre a situação do Iraque e as suas experiências no país ocupado.
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Primavera 2007 (ed. 287)
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Terminado o referendo, creio que é útil pensar e discutir em detalhe as suas principais lições. Esse é o objectivo desta crónica, e começo por um tema que é fundamental para definir uma estratégia para a esquerda política em Portugal: a esquerda deve ou não promover uma política unitária?
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Outono 2006 (ed. 286)
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O crescimento exponencial da poluição do ar nas grandes cidades, da água potável e do meio ambiente em geral; o aquecimento do Planeta, o começo da fusão das calotes polares, a multiplicação das catástrofes “naturais”; o início da destruição da camada de ozono; a destruição, numa velocidade cada vez maior, das florestas tropicais e a rápida redução da biodiversidade pela extinção de milhares de espécies; o esgotamento dos solos, a desertificação; a acumulação de resíduos, nomeadamente nucleares, impossíveis de controlar; a multiplicação dos acidentes nucleares e a ameaça de um novo Chernobyl; a poluição alimentar, as manipulações genéticas, a “vaca louca”, o gado com hormonas. Todos os faróis estão no vermelho: é evidente que a corrida louca atrás do lucro, a lógica produtivista e mercantil da civilização capitalista/industrial leva‑nos a um desastre ecológico de proporções incalculáveis. Não se trata de ceder ao “catastrofismo” constatar que a dinâmica do “crescimento” infinito induzido pela expansão capitalista ameaça destruir os fundamentos naturais da vida humana no Planeta.1
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Outono 2006 (ed. 286)
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Ao longo da história do pensamento político e jurídico ocidental, um tópico mostrou‑se sempre fonte de grande polémica: a Questão da Terra. Assim se designava –e ainda se pode designar ‑ a constelação de fenómenos que resultam da definição legal dos direitos e deveres inerentes à propriedade imobiliária.
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Outono 2006 (ed. 286)
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A política de ordenamento do território em portugal não acompanhou a transformação da sociedade nas últimas décadas. crimes urbanísticos, floresta ao abandono, especulação e avanço do imobiliário turístico sobre as zonas protegidas são só parte do preço que o país está a pagar por este desgoverno do território.
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Outono 2006 (ed. 286)
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Concluiu‑se, no princípio de Agosto, a fase de discussão pública do Programa Nacional de Política do Ordenamento do Território ‑ PNPOT. E o que se pode dizer, desde logo, é que discussão pública, houve muito pouca.
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Outono 2006 (ed. 286)
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Quase 50 mil milhões de euros não terão sido suficientes: depois de 20 anos na União Europeia, a economia portuguesa parece estar em pior posição para participar numa desenfreada competição global, cada vez mais desregulamentada, informal e precária.
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Outono 2006 (ed. 286)
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Catherine Samary explica as origens do conflito que levou ao desmembramento da ex-Jugoslávia e à guerra civil, bem como a acção dos principais protagonistas.
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Outono 2006 (ed. 286)
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A resolução adoptada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas a 11
de Agosto de 2006 não satisfez nem Israel nem Washington nem o
Hezbollah. Isto não significa que não seja «justa e equilibrada», mas
somente que ela é uma expressão temporal para um impasse militar. O
Hezbollah não conseguiu infligir uma grande derrota militar a Israel -
possibilidade excluída de todas as formas pela desproporção das forças
em presença, tal como tinha sido impossível à resistência vietnamita
infligir uma derrota militar decisiva aos Estados Unidos. Mas Israel
tão pouco conseguiu infligir ao Hezbollah uma importante derrota
militar ou, na realidade, nem sequer uma derrota militar. Neste
sentido, o Hezbollah é, sem dúvida alguma, o verdadeiro vencedor no
plano político e Israel o verdadeiro vencido desta guerra de 33 dias,
desencadeada a 12 de Julho. E nenhum discurso de Ehud Olmert ou de
George W. Bush poderá contradizer esta flagrante realidade (1).
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Outono 2006 (ed. 286)
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Empreender um genocídio, empreendê‑lo na forma específica de uma
limpeza étnica, conduz à repetição de determinados padrões de
comportamento. Quem trabalha para obter o mesmo resultado, cai
inevitavelmente na produção de algumas causas que são semelhantes e
comuns. Salvaguardando o abismo de diferenças que vai do século XVI ao
século XXI, as exigências dirigidas e as condições postas aos judeus
durante a limpeza étnica da Península Ibérica são um livro aberto sobre
as exigências dirigidas às elites palestinianas durante a limpeza
étnica em curso no Médio Oriente desde 1948.
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Outono 2006 (ed. 286)
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Este texto pretende afirmar o direito ao aborto a pedido da mulher como
situado no campo da reivindicação democrática e cidadã. Para o fazer, a
autora percorre criticamente as formas como a democracia e a
cidadania se configuraram nas sociedades actuais.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Imagem de Ângelo Ferreira de Sousa
Começa no zero mas vem já preenchida de memórias. Não se trata, portanto, do zero do vazio mas de um número a olhar para a frente, para o espaço em aberto dos combates que escolheu. O zero inaugural é sinal de teimosia saudável, mania de quem gosta, de vez em quando, de regressar à estaca zero. A revista “PREC” é um jogo de memórias cruzadas. A da associação cultural “Abril em Maio”, a do período conhecido como PREC e a dos que viveram estes dois espaços/tempos de tantas formas diferentes.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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120 deputados têm assento no Knesset, o Parlamento israelita. O principal perdedor desta eleição é o Likud1, que colapsou de 40 para 11 deputados. Mesmo tendo em conta o reforço da extrema-direita, que quase duplicou os votos (de 12 para 21 lugares), a direita israelita sofreu uma derrota importante em benefício do centro: o Kadima2 teve 28 e os desconhecidos da lista dos Reformados obtiveram 7 lugares. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 A vitória do Hamas nas eleições dos territórios ocupados na Palestina, comprovadamente democráticas, resulta de diversos factores. Mas acima de tudo é uma grande vitória para a política de Ariel Sharon. Desde há décadas que a destruição da OLP foi um objectivo estratégico do antigo primeiro-ministro israelita, e esta não foi a primeira vez que tentou: a incursão sanguinária no Líbano em 1982 foi um passo importante para chegar a essa meta.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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Estas caricaturas não apareceram na Dinamarca a partir de uma tábua rasa. O debate público dinamarquês tem-se centrado, já há muitos anos, e com uma intensidade até à data inigualável, sobre a questão da alteridade, da crise identitária que atravessa o país: imigração, integração, Europa, mundialização, “valores dinamarqueses” (danskhed), constituindo os termos de um discurso público generalizado. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Ilustração de Carla Cruz
Depois das eleições presidenciais que entediaram o país, do bocejo pela falta de transparência das secretas, da morna banalidade das escutas telefónicas e da liquidação de direitos fundamentais, nada faria suspeitar que o país estivesse vivo e aquecesse. Mas as caricaturas de Maomé provocaram uma intensa golfada democrática.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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No mês de Março, as ilhas Canárias assombraram-se com a chegada (em números que superam a normalidade) de barcos que transportam imigrantes africanos. As televisões e jornais, num constante e ruidoso alarido, insistem em alertar a população para o drama das ilhas que não aguentam mais a chegada de imigrantes. “Canárias sofrem o drama da imigração”, “avalancha de imigrantes”, “pressão demográfica” ou “maré negra” são alguns dos fantasmas invocados... |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Ilustração de Nuno Neves Contribuindo para o desenvolvimento sustentável, com melhores condições de comércio e salvaguardando os direitos dos produtores e trabalhadores explorados do Sul do planeta, o Comércio Justo e Solidário surge como uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Ilustração de Nuno Neves
Durante os 50 anos em que vigorou o GATT, o comércio internacional cresceu a um ritmo sem precedentes mas nem por isso os países menos desenvolvidos tiraram daí grandes benefícios. A sua substituição pela Organização Mundial do Comércio, em 1995, abriu um novo horizonte: o da liberalização global da indústria e dos serviços. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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Tomando como pretexto os setenta anos da guerra civil espanhola, publicamos este texto não para soprar as velas mas para lembrar a importância de uma das mais ricas, marcantes (e difíceis) experiências revolucionárias do século passado e aprender com os combates e as ideias das correntes não‑estalinistas que souberam actualizar na prática a força de um marxismo vivo. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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A visão marxista da religião foi extremamente simplificada e identificada tipicamente com o refrão desgastado que é “o ópio dos povos.” Michael Lowy apresenta‑nos aqui, com maior detalhe, uma visão acerca do marxismo e da religião. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Ilustração de Carla Cruz
Quarta‑feira, 15 de Março, os estudantes da Faculdade de Letras da Université de Franche‑Comté decidem iniciar uma greve com ocupação e bloqueio das instalações da Faculdade. A pequena cidade de Besançon entrava, assim, na lista de localidades francesas em luta contra o Contrat Premier Embauche (CPE) e pela retirada da lei sem quaisquer condições. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Foto de Patrice Leclerc
«Estes jovens em luta querem desembaraçar‑se duma vez por todas do peso dos soixante‑huitards» A extraordinária mobilização dos estudantes franceses obrigou ao recuo de Chirac e do governo na sua vontade de dar rédea solta ao patronato para despedir jovens até aos dois primeiros anos de contrato. Nesta entrevista feita antes do desfecho da luta contra o CPE, Daniel Bensaïd, um dos dirigentes mais destacados do maio de 68, analisa as semelhanças e diferenças entre os dois movimentos. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Foto de Paulete Matos
“O Rumo Estratégico do Bloco” é um documento pouco habitual na política partidária. Uma direcção que questiona em vez de afirmar, contrariando assim o que é a prática corrente na generalidade dos partidos, é uma demonstração inequívoca de uma nova forma de entender a prática dirigente. |
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Primavera 2006 (ed. 285)
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João Teixeira Lopes analisa o documento "O Rumo Estratégico do Bloco", que serviu de ponto de partida para o debate interno no BE após a conclusão do ciclo eleitoral português.
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Primavera 2006 (ed. 285)
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 Ilustração de Joanna Latka O assassinato e as sevícias sofridas pela transexual Gisberta às mãos de um bando de rapazes no Porto não são um anacronismo isolado num país em que os direitos sexuais têm (apesar de tudo) evoluído. São a prova dos nove de como evoluiu pouco o muito que evoluiu. São ainda hoje, infelizmente, uma consequência normal das condições actuais. |
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