Author Archive: luisb

Prefácio à História da Revolução Russa

Discurso de Lenine. A mesma foto seria difundida anos mais tarde, mas sem Trostky.

Durante os dois primeiros meses de 1917, a Rússia ainda era a monarquia dos Romanov. Oito meses mais tarde, os bolcheviques já estavam ao leme do governo, eles que eram desconhecidos no início do ano e cujos líderes, no momento do ascenso ao poder, ainda eram acusados de alta traição. Na história não se encontraria outro exemplo de uma reviravolta tão brusca, sobretudo lembrando-nos que se trata de uma nação de cento e cinquenta milhões de almas." Lê aqui o prefácio da História da Revolução Russa, traduzido por Eduardo Velhinho.

XVI Congresso da APSR – 2008

APSR reuniu em Congresso em Dezembro de 2008

A APSR reuniu em Congresso nos dias 20 e 21 de Dezembro de 2008 para debater a situação política nacional e internacional e a construção duma alternativa socialista que consiga transformar a esquerda portuguesa e vencer as políticas do social-liberalismo de Sócrates. Lê aqui a resolução aprovada.

África: Geopolítica e exploração

Escola de Formação Marxista da APSR

A história de África nos últimos 40 anos tem sido marcada pela dívida externa e o saque das matérias primas em trocas desiguais com o Norte. O papel das potências mundiais e dos regimes cleptocráticos também foi abordado na sessão “África e Geopolítica”, apresentada por Mamadou Ba na Escola de Formação Marxista da APSR 2008. Vê aqui o resumo que acompanhou a apresentação.

AS NOVAS REBELIÕES LATINO-AMERICANAS

as_novas_rebelioes

A América Latina converteu-se num foco de resistência significativo ao imperialismo e ao neoliberalismo. As grandes sublevações populares confirmaram a presença dos movimentos sociais e conduziram à queda de vários presidentes neoliberais. Mas qual é o alcance desta onda de lutas? Que programas, sujeitos e projectos se perfilam na região? Lê aqui o artigo completo de Claudio Katz com ilustrações de Joanna Latka.

“Multitudes ventríloquas”

O último livro de Michael Hardt e Toni Negri “Multitude” (Debate, Madrid, 2004) continua a reflexão empreendida em “Império”. Os autores respondem a algumas críticas e objecções, aclaram possíveis mal-entendidos e precisam o seu pensamento. “Multitude” compõe-se de três grandes partes: a que trata da noção de multitude, faz de pivot entre uma primeira parte dedicada à guerra e uma terceira, prospectiva, dedicada à democracia. Artigo de Daniel Bensaïd.

“É necessária uma Quinta Internacional?”

A “Quinta Internacional” não é o “espectro vermelho que assombra a Europa e o mundo” de que falava Marx no Manifesto Comunista, mas é uma ideia que começa a circular. Há pouco, um jornal patronal francês “O boletim dos industriais da metalurgia” falava do perigo de uma Quinta Internacional. Não sei de onde saiu essa ideia? Artigo de Michael Löwy.

Ernst Bloch: Música/Esperança/Revolução

Se preciso fosse, inventava-se uma comemoração. Mas não é preciso. Ernst Bloch nasceu a 8 Julho de 1885 – há pouco mais de 120 anos. Não é este o pretexto – preferimos aqui desconfiar do conforto comemorativo que consiste em despachar uma «figura» em colóquio e atribuir-lhe academicamente as medalhas que o morto já não pode receber (e Bloch não as desejava nem enquanto vivo). Não lhe resumamos a obra, que nem o saberíamos fazer. Limitemo-nos a lançar umas dicas para quem achar que vale a pena conhecer um pensamento aberto, heterodoxo e crítico, contributo ainda vivo (como muitos outros leitores de Marx não-estalinistas do século XX, e muitas experiências práticas de luta) e que pode ser útil para pensar e agir na transformação do presente, em tempos de muitos desânimos, e talvez de muitos perigos, mas também de grandes entusiasmos com o que pode emergir. Artigo de Pedro Rodrigues.

1905: Ensaio geral para um século de Revoluções

A revolução russa de 1905 durou, como o PREC, mais de um ano. O seu ponto culminante foi a greve geral de Outubro, que agora completa 100 anos. Muitas vezes se lhe tem chamado o “ensaio geral” para a revolução de Outubro de 1917. Na verdade, foi muito mais do que isso: foi a primeira revolução proletária do século e a prefiguração de muitas outras que estavam para vir. E estão. Artigo de António Louçã.